eu só não acho que deva funcionar como um jogo. uma espressão matemática. você passando a vida inteira tentando se preservar, permanecer intacto, para que no fim de cada situação, no resultado de cada uma delas (ouso assim classificar), seu saldo não beire a zero. ou, na pior das hipóteses, no negativo.
bom, foda-se, eu não acho que a vida seja assim. não acho que mereça ser descartável dessa forma. acho que quanto mais você se doa, quanto mais você é em tudo aquilo que pode ser, mais você ganha. mesmo que se dilacere. ainda que no final não seja como você espera. e, como já dizia uma das melhores pessoas do meu mundo, “não há nada que ser esperado”. e, pensando desta forma, as coisas não são tão ruins assim. sempre há um saldo. experiências que se teve, pessoas que se conheceu, sorrisos distribuídos… e até mesmo o choro, a espera não saciada, tudo isso. como dizer que não é bom? como dizer que esse tempo todo não foi bom ter se doado tanto a algo ou alguém? ter conseguido enxergar e querer algo além de nós mesmo. como classificar então o que é bom ou não para a vida de alguém?
eu classifico dessa forma: o que a faz sonhar. o que a faz continuar, dia após dia. fazer coisas corriqueiras que em determinada época nos é tão difícil. é assim como classifico a importância de algo: te fazer querer continuar. e, ainda citando, “all you need is love”. eu também acho.

